O Congresso Brasileiro de Medidas Socioeducativas propõe um espaço de formação, reflexão aprofundada, troca de experiências e articulação entre profissionais do Poder Judiciário, gestores públicos e demais atores que integram o Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, em seus diferentes níveis de atuação. O evento reúne profissionais que atuam direta ou indiretamente com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, favorecendo o diálogo interdisciplinar e interinstitucional e o compartilhamento de conhecimentos e práticas voltadas à qualificação do atendimento socioeducativo.
A programação propõe uma compreensão ampliada da socioeducação, contemplando tanto os aspectos jurídicos e normativos quanto as múltiplas dimensões sociais que atravessam as trajetórias dos adolescentes. Entre os temas centrais estão as violências que afetam as juventudes, a efetividade do Estatuto da Criança e do Adolescente, o debate sobre redução da maioridade penal e suas consequências e a necessidade do trabalho intersetorial.
Nesse contexto, destaca-se a participação estratégica do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, instituições fundamentais para a consolidação e o aprimoramento da política socioeducativa. A articulação entre essas instituições e as políticas públicas responsáveis pelo atendimento aos adolescentes é essencial para assegurar que a responsabilização decorrente da prática do ato infracional esteja permanentemente associada à garantia de direitos, à proteção integral e ao acesso efetivo às políticas públicas.
A presença desses atores também favorece a construção de entendimentos e práticas institucionais mais integradas, aproximando o Sistema de Justiça das equipes responsáveis pela execução das medidas e das políticas de Saúde, Assistência Social, Educação, Trabalho, Cultura e demais áreas que compõem a rede de atendimento. Essa integração ganha especial relevância diante de temas previstos no Congresso, como as audiências concentradas, o trabalho intersetorial, a Justiça Restaurativa e a universalização dos serviços destinados aos adolescentes em conflito com a lei.
A programação contempla ainda Justiça Restaurativa, integração do poder público e universalização do acesso aos serviços, Direitos Humanos e violência institucional, reforçando uma perspectiva de atuação articulada entre as diferentes instituições e políticas que compõem o Sistema de Garantia de Direitos.
Nesse sentido, o Congresso pretende contribuir para o fortalecimento da socioeducação enquanto responsabilidade compartilhada, promovendo maior articulação entre o Sistema de Justiça, os órgãos de defesa de direitos e as políticas públicas. Busca-se fortalecer práticas comprometidas não apenas com o cumprimento da medida socioeducativa, mas com a responsabilização associada à garantia de direitos, à proteção integral, à construção de novos projetos de vida e à superação dos processos de exclusão e violência que atravessam as trajetórias das juventudes
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O Congresso Brasileiro de Medidas Socioeducativas destina-se prioritariamente a profissionais, gestores, pesquisadores e representantes das instituições que integram o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Sistema Socioeducativo e das diferentes políticas públicas envolvidas no atendimento aos adolescentes e suas famílias.
Considerando o caráter interdisciplinar e intersetorial da programação, que contempla desde o ECA e o trabalho intersetorial até Justiça Restaurativa, integração das políticas públicas, Direitos Humanos e violência institucional, o evento terá como público prioritário:
Assistente Social, Doutora e Mestra em Serviço Social e Política Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), e graduada em Serviço Social. Atua como Agente Fiscal do Conselho Regional de Serviço Social do Paraná (CRESS-PR) e foi docente conteudista da especialização da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) em Atendimento Socioeducativo. Desenvolve estudos e pesquisas sobre direitos de crianças e adolescentes, socioeducação, convivência familiar e territorialidade. Em sua tese de doutorado, investigou a garantia do direito à convivência familiar de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação no Paraná, analisando, entre outros aspectos, os impactos das distâncias territoriais entre as unidades socioeducativas e os municípios de residência das famílias. Possui experiência profissional e acadêmica relacionada às políticas públicas, aos direitos humanos e ao Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes.
Graduada em Direito pela Fundação Universidade Regional de Blumenau/SC (2001), pós-graduada em Processo Civil pela PUC/RS e em Sistemas de Justiça: Conciliação, Mediação e Justiça Restaurativa pela UNISUL/SC. Mestranda em Psicologia na UNISC. Mediadora Judicial Cível e Familiar, Instrutora de Conciliadores e Mediadores, Tutora da Formação de Conciliadores e Mediadores do TRF da 4a Região, do CJF e do CNJ. Facilitadora Judicial de Justiça Restaurativa, Instrutora de Justiça Restaurativa e das metodologias dos Círculos de Construção de Paz, Conferências e Mediação Vítima-Ofensor. Formação internacional em Justiça Restaurativa com Kay Pranis (EUA), Terry O’Connel (Austrália) e Francisca Lozano Espina (Espanha). Habilitada para exercer a tutoria EAD pela Escola Nacional da Magistratura (ENFAM) com curso Formação de Tutores no Contexto da Magistratura. Formadora de Formadores Nível 1 e Nível 2 da ENFAM. Habilitada para exercer tutoria e docência em cursos de conciliação, mediação, justiça restaurativa, comunicação não violenta prevenção e enfrentamento do assédio e primeiros socorros psicológicos. Supervisora do Núcleo de Justiça Restaurativa do TRF-4 - NUJURE
Pedagoga, Mestre e Doutora em Educação. Mestre em Adolescentes em conflito com a lei. Especialista em Gestão em Centros de Socioeducação. Especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social. Bolsista do CNPq para cursar pós-doutoramento no Human Development & Family Science (HDFS) da Texas Tech University (TTU). Bolsista FAPEAM. Realizou mobilidade acadêmica na Universidad Federal de Buenos Aires (Argentina). Doutoramento sanduíche no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa - fomento Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior PDSE/CAPES. Professora Adjunta da área de Fundamentos da Educação do Curso de Pedagogia e Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Líder do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre Políticas, Educação, Violências e Instituições (GEPPEvi). Editora-Chefe da Revista Amazônida. Atuou como pedagoga em unidades de privação de liberdade de adolescentes. Foi gestora de diversos programas na área social e da socioeducação. Consultora em vários estados para a produção de documentos na área da Socioeducação.
Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Piauí desde 2013; ex-Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Pará; Diretora da Equidade Racial da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB); Mestre em Direito e Poder Judiciário; MBA em Gestão Judiciária pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Especialista em Direito do Estado; integrante do Columbia Women’s Leadership Program 2026; Coordenadora do Grupo de Pesquisas Judiciárias e do Comitê de Diversidade e Equidade do TJPI; integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Direitos Humanos e Acesso à Justiça da ENFAM; integrante do programa Caminhos para Liderança de Mulheres na Justiça; ex-integrante da coordenação do Movimento pela Paridade de Gênero no Poder Judiciário (2024–2025); integrante do Grupo de Pesquisas de Prevenção de Conflitos, Precedentes, Impactos das Decisões Judiciais e Centros de Inteligência da ENFAM; professora e pesquisadora nas áreas de Direito, gênero, infância e questões raciais.
Chefe de Auditoria em Licitações e Contratos, com posição atual na Advocacia-Geral da União, e Auditora de Controle Externo do TCMSP. Mestre e pós-graduada em Direito Público, possui vasta experiência na Administração Pública, atuando como servidora há mais de 15 anos. Professora e palestrante, é presidente de comissão no Instituto Brasileiro de Direito Administrativo e membro do Instituto de Direito Administrativo Sancionador. Palestrante convidada do Tribunal de Contas de Angola e palestrante na Organização das Nações Unidas.
Mestra e Doutora em Serviço Social no Brasil e Pós-doutora em Portugal. Por mais de 20 anos foi Docente em Cursos de Graduação e Pós em Serviço Social, Pedagogia, Ciências Sociais, Comunicação e Administração em Universidades públicas e privadas dos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Sergipe. Durante o mesmo período foi consultora do INEP/MEC e da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça/Brasília-DF, entre outras. Parecerista em várias Revistas científicas esteve também a frente de algumas como editora-chefe como a Revista Internacional de Vitimologia e Justiça Restaurativa (atualmente B2). Recebeu vários Prêmios e distinções relativos a projetos sociais sob sua coordenação, como o "Rede Social Cara Limpa", "Fala cidadão" e "Vida e Saúde na escola" além de homenagens em colação de grau de turmas de alunos formandos. Destaque para o "Troféu Pena Libertária", pelo Sinpro-RS e o cargo honorífico de "Embaixadora do Instituto Provítima". É autora de mais de 60 livros por editoras do Brasil e da Europa, sobre serviço social, interdisciplinaridade, intersetorialidade, atendimento humanizado, infância e adolescência protegidas, antirracismo, escuta especializada, depoimento especial, direito da mulher, entre outros. Na bagagem acumula palestras para APMSP, OAB, ESMP, MPSC, TJFFT, TJGO, além de Conselhos da Criança e do Adolescente de vários Estados. Realiza mentorias a profissionais, gestores e magistrados. Como assistente social, sua relação com o tema socioeducação é antiga, transitando entre o atendimento profissional e o acadêmico, tendo eleito o tema em sua pesquisa doutoral. Na Nova Práxis Editorial, sob sua direção, há uma coleção dedicada à Socioeducação no Brasil.
É RAPeiro e SARAUzeiro, utiliza a música e a literatura como ferramenta de transformação e interferência social. Compositor, Mestre (sem) Cerimônias, em geografia e poesia, Doutor em Educação Ostentação. Atua na cultura Hip-Hop desde 1997, quando fundou o grupo de rap INQUÉRITO, com o qual produziu 10 discos, dezenas de músicas, videoclipes e centenas de shows. Além dos palcos, percorre escolas e unidades do EJA, CRAS, CREAS e Fundação CASA, realizando saraus, shows, debates e oficinas. Universidades, presídios, praças, bibliotecas e festivais literários são territórios comuns para sua arte, suas letras e poesias já foram temas de vestibulares e são frequentemente utilizadas em aulas, provas e livros didáticos, provando a afinidade do rap com a poesia e a literatura. Sua produção acadêmica não abandona sua experiência de vida, ao contrário disso, Renan realiza travessias entre o saber instituído e a cultura popular, como pode ser visto na Dissertação de Mestrado “Território Usado: Cada Canto um Rap, Cada Rap um Canto” e na Tese de Doutorado “O Relevo da Voz: Um Grito Cartográfico dos Saraus em São Paulo”. Já sua atuação no ensino não formal resultou em projetos voltados para a Pedagogia Hip-Hop como Poesia na Medida, Rap na Medida e AprenDIZ PoesiA, que foram aplicados em diversas instituições educacionais e também por empresas que desenvolvem trabalhos de responsabilidade social como a ITAIPU em Foz do Iguaçu-PR. Formado em Geografia pela UNICAMP, mestre pela mesma universidade e doutor pela UNESP, Renan lecionou esta disciplina para o Ensino Fundamental, Médio e Superior, atuou também como professor convidado na UFABC (Universidade Federal do ABC) de 2021 a 2023. Em sua carreira acadêmica estabeleceu importantes parcerias incluindo o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, com quem escreveu o roteiro do espetáculo Ópera Rap Global (2013) e também participou do livro Na Oficina do Sociólogo Artesão (2019). Juntos em 2016 organizaram na universidade de Coimbra (Portugal) o colóquio RAPensando as Ciências Sociais. Ainda neste mesmo país, durante os anos 2017, 2018, 2019, Renan compôs a equipe ALICE Summer School, projeto intercultural e multiétnico que reúne professores, ativistas e pensadores de várias nacionalidades e áreas do pensamento. Há 13 anos produz e apresenta o sarau Parada Poética, que ocorre mensalmente na antiga estação de trem da cidade Nova Odessa-SP e circula o país com o espetáculo ABRAKBÇA: Uma Viagem Pelo Mundo Mágico do Hip-Hop, fruto do disco de mesmo nome lançado em 2023.
Doutor em Serviço Social e Política Social (UEL); Mestre em Serviço Social e Política Social (UEL); Especialista em Educação, Pobreza e Desigualdade Social (UFPR); Licenciado em Filosofia e Bacharel em Serviço Social. Possui experiência na gestão pública municipal, estadual e federal com atuação na área do Sistema Socioeducativo, Penitenciário e Poder Judiciário. Consultor e Assessor para formação do Sistema Socioeducativo e Sistema de Garantia de Direitos. Pesquisador na área da Socioeducação com ênfase no trabalho do Agente de Segurança Socioeducativo. Organizador da Coletânea Socioeducação no Brasil: intersetorialidade, desafios e referências para o atendimento, pela Nova Práxis Editorial. É pesquisador do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre Políticas, Educação, Violências e Instituições (GEPPEvi/UFAM). É membro da Rede de estudos e extensão em contexto de privação de liberdade (REMIR). Research in the field of Human Development Family Sciences in the Texas Tech University. Faz Pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Sustentabilidade na Amazônia (PPGSS/UFAM), com financiamento de bolsa de pesquisa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A organização do evento se reserva no direito de realizar, de forma superveniente, alterações na programação. A substituição de palestrante poderá ocorrer em face da indisponibilidade do palestrante/instrutor após a confirmação do convite ou mesmo em razão de caso fortuito ou força maior.

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