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12:00 às 13:00 Almoço

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15:30 às 15:45 Coffee

15:45 às 17:30 Aula

MÓDULO I – O NOVO MARCO DA TERCEIRIZAÇÃO PÚBLICA

Natureza: Teórico-prática, com leitura orientada da Lei nº 14.133/2021, estudos de caso e exercício de interpretação de fluxos processuais reais (Decreto 4.121/2024).


1. Fundamentos e princípios estruturantes da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021)

A terceirização deixa de ser mero expediente operacional para se tornar instrumento de gestão por resultados.

Nesta abertura, o aluno mergulhará nos fundamentos constitucionais e finalísticos da nova Lei, entendendo como os princípios clássicos evoluíram para um modelo de governança contratual.


Tópicos abordados:

  • A mudança de paradigma: da 8.666/1993 centrada em procedimentos para a 14.133/2021 centrada em resultados e planejamento.

  • Princípios do art. 5º: planejamento, eficiência, transparência, gestão de riscos, segregação de funções e resultado.

  • O papel do planejamento como “coração do contrato” e a responsabilidade compartilhada entre requisitante, gestor e fiscal.

  • Integração entre planejamento, execução e controle — o novo ciclo de governança contratual.

  • Reflexos práticos dos arts. 11, 18 e 19: o “tripé da eficiência contratual” (motivação, controle e integridade).


Exemplo prático discutido em sala:

Comparativo entre um contrato firmado sob a Lei 8.666/93 e um contrato regido pela Lei 14.133/21 — o que mudou quanto à eficiência, vantajosidade e accountability.

MÓDULO II – PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO

1. A Fase Preparatória como o “Cérebro” da Contratação

A contratação pública não começa no edital: começa na mente estratégica do planejador. Este módulo coloca o aluno dentro da engrenagem do Planejamento, a etapa mais transformadora da Lei nº 14.133/2021, e mostra como a terceirização se estrutura tecnicamente desde a demanda.


Pontos centrais:

  • Art. 18 e 19 da Lei nº 14.133/2021: o planejamento como condição de validade da licitação.

  • O ciclo documental completo: DOD → ETP → Mapa de Riscos→TR → Mapa de Riscos.

  • A obrigatoriedade do Plano Anual de Contratações (PAC) como ferramenta de racionalização e previsibilidade orçamentária.

  • Integração com o Decreto Municipal nº 4.121/2024 e o papel da Controladoria como reguladora do fluxo.

  • Responsabilidade técnica dos agentes: quem produz, quem valida, quem aprova.


Análise de caso:

Estudo real de Arraial do Cabo, com reconstrução do processo à luz do art. 11 da Lei nº 14.133/2021.


2. Documento de Oficialização da Demanda (DOD)

Função: materializar a necessidade administrativa e legitimar o início do processo. O DOD é o "DNA da contratação" — o primeiro ato que conecta a carência institucional ao planejamento estratégico.


Conteúdo do módulo:

  • Elementos obrigatórios segundo o Decreto nº 4.121/2024.

  • Elaboração de justificativas, dimensionamento do objeto e previsão orçamentária.

  • Como traduzir a linguagem da área requisitante para a lógica administrativa.

  • Relação entre o DOD e o Estudo Técnico Preliminar.

  • Riscos clássicos: pedidos genéricos, ausência de justificativa de vantajosidade e demandas sem aderência ao PAC.


3. Estudo Técnico Preliminar (ETP)

Conceito-chave: o ETP é o documento que "pensa antes de gastar". A Lei nº 14.133/2021 exige fundamentação técnica, econômica e jurídica para cada contratação — e o ETP é o cérebro desse raciocínio.


Conteúdo:

  • Estrutura mínima (art. 6º, XX da Lei e art. 18, §1º).

  • Identificação do problema e formulação da solução.

  • Análise de mercado e justificativa técnica.

  • Memória de cálculo e estimativas.

  • Avaliação de riscos e estratégias de mitigação.

  • Critérios de parcelamento e adjudicação global.

  • Resultados pretendidos e alinhamento ao Plano Anual de Contratações.


Referências práticas:

Modelos da AGU (2024), Manual STJ (2020), Caderno Técnico SEGES (Conta Vinculada) e Decreto 4.121/2024.


Prática orientada:

Reescrita de trecho do ETP da SEMED/Arraial do Cabo (constante do material anexo) sob os seis subtópicos exigidos: Contexto institucional, problema, solução, vantajosidade, riscos e base legal.


4. Termo de Referência (TR): O Segredo do Sucesso

O TR é o ponto de virada entre o planejamento e a execução — onde a teoria ganha corpo e responsabilidade.


Tópicos de destaque:

  • Elementos obrigatórios (art. 6º, XXIII da Lei).

  • Descrição da solução, requisitos da contratação e critérios de medição.

  • Adequação entre objeto e categoria profissional (CBO e CCT).

  • Modelos de execução e gestão do contrato.

  • Critérios de sustentabilidade e indicadores de desempenho.

  • Armadilhas comuns: excesso de detalhamento operacional, cópias genéricas e ausência de coerência com o ETP.


Atividade prática:

Revisão de TR real de Arraial do Cabo → identificação de falhas → reconstrução com base em boas práticas da AGU e TCU. Uso de IA para refinar a redação e gerar justificativas automáticas de vantajosidade.


5. Mapa de Riscos e Governança do Planejamento

Planejar é antever.

Aqui, o aluno aprende a identificar, classificar e tratar riscos de falhas contratuais antes mesmo da licitação.


Conteúdo:

  • Estrutura do Mapa de Riscos (Decreto 4.121/2024 e RCA/TCU).

  • Riscos trabalhistas, financeiros, de execução e de governança.

  • Medidas preventivas: plano de fiscalização, conta vinculada, reservas técnicas e treinamento.

  • Como a IA pode cruzar dados de contratos anteriores para prever riscos.


Ferramenta:

Planilha de risco baseada no RCA do TCU e adaptada para serviços com dedicação exclusiva.

MÓDULO III – EXECUÇÃO E FISCALIZAÇÃO CONTRATUAL

Natureza: prática e interativa, com simulações, estudos de caso e prompts sugeridos.


1. A Nova Execução Contratual sob a Lei nº 14.133/2021

Este módulo transforma o fiscal em protagonista da eficiência pública. A execução é o momento em que o contrato "respira", e a fiscalização define se ele respira bem.


Conteúdo:

  • Arts. 115 a 121 da Lei nº 14.133/2021.

  • Responsabilidade solidária, subsidiária e funcional.

  • Relação entre gestor, fiscal técnico, fiscal setorial e fiscal administrativo (Decreto 4.121/2024).

  • Segregação de funções e controle cruzado de informações.

  • A nova tríade da execução: planejar → fiscalizar → corrigir.


Estudo de caso:

Análise de contrato de apoio escolar e identificação dos pontos críticos na execução.


2. Designação e Atribuições dos Fiscais

Ser fiscal é muito mais que assinar relatórios: é interpretar a vida do contrato.


Tópicos abordados:

  • Art. 7º do Decreto 4.121/2024 e portarias de designação.

  • Funções do gestor, fiscal técnico, administrativo e setorial.

  • Fiscalização colaborativa e hierarquia decisória (fluxo a quatro mãos).

  • Ética, imparcialidade e responsabilidade funcional.

  • Como fiscalizar com firmeza sem paralisar o contrato.


Prática:

Simulação de despacho do fiscal administrativo e relatório técnico com uso de IA.


3. Instrumentos de Controle e Fiscalização

A eficiência nasce da metodologia. O módulo apresenta, com base nas contratações de Arraial do Cabo, os instrumentos essenciais para a gestão profissional da execução contratual.


Instrumentos detalhados:

  • Plano de Fiscalização;

  • Checklist mensal;

  • Relatório de Ocorrências;

  • Relatório Técnico e Administrativo;

  • Relatório Consolidado;

  • Conta Depósito Vinculada;

  • IMR – Indicador de Medição de Resultados.


Discussão prática:

Como alinhar os instrumentos de fiscalização com o ciclo orçamentário e ao PNCP. Exemplo real de glosa por descumprimento da CCT.


4. A Conta Depósito Vinculada e a Proteção Trabalhista (Decreto nº 12.174/2024)

Aqui, o fiscal aprende a fiscalizar o que ninguém vê: encargos, provisões e passivos.


Conteúdo:

  • Base legal e finalidade da conta vinculada.

  • Rubricas obrigatórias e métodos de cálculo (férias e 1/3, 13º, FGTS, verbas rescisórias).

  • Responsabilidades da contratada e da Administração.

  • Fiscalização de folha de pagamento e relatórios financeiros.

  • Glosa, retenção e liberação de valores.

  • Como a IA pode automatizar alertas.


Atividade prática:

Análise de folha real → cálculo de provisão → elaboração de relatório de glosa fundamentado.


5. O IMR – Indicador de Medição de Resultados

O IMR é o "oxímetro" da qualidade da execução. Mede desempenho, não conduta.


Abordagem técnica e prática:

  • Estrutura e finalidade do IMR (Lei 14.133/2021 e Manual TCU).

  • Critérios objetivos e faixas de tolerância.

  • Diferença entre glosa e ajuste financeiro preventivo.

  • Como traduzir dados em índices: regularidade, cobertura, conformidade técnica, tempo de resposta e satisfação institucional.

  • Integração do IMR ao pagamento mensal.

  • Exemplos reais de aplicação com fórmulas.


Oficina com IA:

Geração automatizada de IMR e cálculo de ajuste financeiro com base em desempenho simulado.


6. Relatórios, Comunicação e Encerramento

A execução eficiente é aquela que deixa rastros de controle.


Conteúdo:

  • Estrutura do relatório mensal (técnico e administrativo).

  • Comunicação formal com a contratada e entre os fiscais.

  • Reuniões de alinhamento e atas de acompanhamento.

  • Encerramento contratual: checklist final, recebimento definitivo e análise de saldo da conta vinculada.

  • Responsabilidade do fiscal no atesto e reflexos jurídicos da omissão.

MÓDULO IV – GOVERNANÇA, SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO NA TERCEIRIZAÇÃO PÚBLICA

Natureza: reflexiva e aplicada, com foco em governança contratual, ESG público e uso da inteligência artificial para eficiência administrativa.


1. A Nova Governança das Contratações Públicas

Governar contratos é mais do que cumprir normas — é gerar resultados sustentáveis e previsíveis. Este módulo mostra como a Lei nº 14.133/2021 consolidou a cultura de governança e como o gestor pode institucionalizar boas práticas sem depender de heróis individuais.


Conteúdo:

  • A tríade da boa governança: integridade, transparência e accountability.

  • O papel do controle interno e dos agentes de fiscalização no ciclo de governança.

  • A importância da melhoria contínua institucional e do aprendizado organizacional.

  • O Manual de Governança e Fiscalização Contratual como instrumento de padronização e memória técnica.

  • Mecanismos de monitoramento e retroalimentação: o contrato como base de dados para novos planejamentos.


2. Sustentabilidade como Princípio de Eficiência

Sustentabilidade não é adereço, é performance.


Conteúdo:

  • Sustentabilidade como princípio (art. 11, IV, e art. 25, §1º).

  • Critérios ambientais, sociais e econômicos (ESG público).

  • Obrigações da contratada no ciclo de sustentabilidade: logística reversa, redução de resíduos, economia de recursos.

  • Integração dos ODS 4 (Educação de Qualidade), 6 (Água e Saneamento) e 12 (Consumo Responsável) às contratações.

  • Aplicação prática: elaboração de cláusulas sustentáveis no TR e nas metas do IMR.

  • Responsabilidade solidária da Administração na gestão de impactos ambientais.


3. Inovação e Inteligência Artificial na Gestão Contratual

A inovação deixou de ser luxo: virou dever de ofício. A IA entra em cena como uma ferramenta que contribui para a eficiência, rastreabilidade e suporte decisório.


Conteúdo:

  • O uso da IA generativa como ferramenta de apoio à execução dos contratos.

  • Como automatizar relatórios, extrair dados do PNCP e gerar indicadores de desempenho.

  • O uso ético e responsável da IA.

  • Limites: o olhar humano como elemento indelegável de controle.

  • Estratégias de treinamento institucional: como ensinar servidores a "dialogar com a IA".


Oficina prática:

Execução de Prompts — o aluno constrói, com auxílio da IA, um modelo de relatório de desempenho institucional com análise de riscos e indicadores ESG.


4. Integração: Governança + Sustentabilidade + Inovação

O módulo se encerra com a costura final entre os três eixos.


O aluno aprende que o contrato eficiente é aquele que:

  • Governança: tem papéis claros e controle em rede;

  • Sustentabilidade: gera impacto positivo e cumpre ODS;

  • Inovação: incorpora tecnologia e IA sem perder a essência humana.

MÓDULO V – LABORATÓRIO DE CASOS REAIS E APLICAÇÃO PRÁTICA COM IA

Natureza: oficina de simulação completa, com uso de inteligência artificial, estudos de caso e análise integrada dos módulos anteriores.


1. Simulação Completa da Contratação


Etapas simuladas:

  • Elaboração do ETP com análise de vantajosidade.

  • Construção do Termo de Referência e definição de indicadores.

  • Criação de Mapa de Riscos e Plano de Fiscalização.

  • Elaboração de Relatórios e cálculo de IMR.


Objetivo:

Transformar teoria em prática, formando um "time de planejamento e fiscalização integrada".


2. Estudos de Caso: A Falha, o Risco e a Solução

Nada ensina mais que o erro real. Neste bloco, os grupos analisam contratos problemáticos e propõem medidas corretivas.


Casos abordados:

  • Caso 1: contrato com CCT incorreta e glosa trabalhista.

  • Caso 2: ausência de plano de fiscalização e ocorrência de horas extras indevidas.

  • Caso 3: prorrogação contratual irregular e desequilíbrio econômico-financeiro.

  • Caso 4: contrato sustentável modelo (limpeza urbana verde).


Desafio prático:

O grupo usa IA para gerar diagnóstico automático e elaborar minuta de relatório de fiscalização ou termo aditivo corretivo.


3. Prompts de Fiscalização Inteligente

Os alunos aprendem a criar prompts de uso real para gerar documentos, relatórios e alertas automáticos.


Exemplos:

  • Prompt de alerta: Atue como um fiscal administrativo do contrato e analise este contrato e identifique indícios de subordinação direta entre terceirizados e servidores.

  • Prompt de fiscalização: Atue como um fiscal administrativo do contrato e elabore um relatório mensal administrativo conforme Decreto 12.174/2024 e CCT aplicável.

  • Prompt de auditoria preventiva: Atue como um auditor/controlador e detecte inconsistências entre o número de postos contratados e a folha de pagamento.

  • Prompt de gestão de risco: Atue como um fiscal técnico do contrato e gere um mapa de riscos classificando por probabilidade e impacto, com medidas preventivas.


Resultado:

O aluno sai com um banco de prompts operacionais para uso institucional imediato.


4. Avaliação de Desempenho e Reflexão Final

Mais do que prova, o fechamento é uma avaliação de maturidade:


Feedback coletivo com base nos critérios:

Segurança jurídica, inovação, governança e sustentabilidade.


Síntese reflexiva:

"O fiscal moderno não é o que encontra o erro — é o que impede que ele aconteça."

MÓDULO VI – REPACTUAÇÃO, REEQUILÍBRIO E ADITIVOS CONTRATUAIS

Natureza: teórico-prática, com foco na análise de casos reais, planilhas de custos e elaboração de aditivos fundamentados.


1. Introdução: quando o contrato pede socorro

Toda relação contratual pública é viva — e o desequilíbrio é seu sinal vital. Este módulo ensina o fiscal e o gestor a ler o contrato como um organismo econômico, distinguindo variação natural de ruptura real, e aplicando a norma com prudência técnica, sem cair em automatismos contábeis.


2. Fundamentos jurídicos da manutenção do equilíbrio

Base legal: arts. 124, 135 e 137 da Lei nº 14.133/2021. A Lei elevou o reequilíbrio e a repactuação ao patamar de instrumentos de governança e transparência econômica, vinculando ambos à matriz de riscos e à previsibilidade contratual.


Tópicos abordados:

  • O equilíbrio econômico-financeiro como direito fundamental do contratado e dever de boa-fé da Administração.

  • A diferença entre equilíbrio inicial (ato da contratação) e reequilíbrio superveniente (ato corretivo).

  • As hipóteses de recomposição: fatos imprevisíveis, previsíveis de consequências incalculáveis, força maior e fatos do príncipe.

  • Os parâmetros de reajuste e repactuação previstos no edital e no contrato.

  • O equilíbrio não é automático, é demonstrável.

  • O princípio da motivação qualificada e a obrigação de transparência nos cálculos e pareceres.


3. Repactuação: natureza, fundamento e rito

Definição: ajuste de preços com base na variação dos custos da mão de obra (serviços com dedicação exclusiva), decorrente da nova CCT ou de obrigações trabalhistas.


Abordagem detalhada:

  • Fundamento legal: art. 135 da Lei nº 14.133/2021.

  • Aplicação nos contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva.

  • CCT e Acordos Coletivos: requisitos de validade e forma de comprovação.

  • Itens repactuáveis x itens não repactuáveis (insumos, encargos fixos, lucro).

  • Periodicidade mínima de 12 meses entre as datas-base (IN SEGES 05/2017 e Lei 14.133/2021).

  • Necessidade de comprovação do impacto econômico: planilha detalhada e comparativo entre antes e depois da CCT.

  • Ato administrativo de repactuação: análise técnica, parecer jurídico e termo aditivo.


Estudo de caso:

Simulação de repactuação após a CCT dos vigilantes (exemplo: piso salarial, tíquete, adicional de risco e EPI). Os alunos reconstroem a planilha de custos, identificam os percentuais repactuáveis e elaboram justificativa técnica.


4. Reequilíbrio econômico-financeiro: quando o contrato sai da rota

Enquanto a repactuação corrige custos trabalhistas previsíveis, o reequilíbrio trata de impactos extraordinários que rompem a equação econômico-financeira original.


Conteúdo:

  • Hipóteses de cabimento: fato do príncipe, força maior, caso fortuito, álea extraordinária e interferências imprevistas.

  • Variações cambiais, tributárias, logísticas e de insumos.

  • Critérios de mensuração: antes x depois (linha de base e novo cenário).

  • Metodologia comparativa e parecer econômico-financeiro.

  • Distinção entre reequilíbrio positivo (a favor do contratado) e negativo (a favor da Administração).

  • A importância da matriz de riscos e do registro da origem do evento no processo SEI.

  • O papel do fiscal: detecção precoce, comunicação formal e instrução processual.

  • Responsabilidade funcional: a negligência do fiscal que "viu e não reportou" é tão grave quanto o excesso do gestor que "assinou sem cálculo".


5. Aditivos contratuais: limites, formas e motivação

A Lei nº 14.133/2021 redesenhou o regime de alterações contratuais, exigindo motivações densas e aderentes à matriz de riscos.


Conteúdo jurídico e prático:

  • Art. 124: alterações unilaterais e consensuais – distinções e limites.

  • Percentuais de acréscimo e supressão.

  • Proibições expressas: alterações do objeto, do regime de execução ou do equilíbrio sem justa causa.

  • Prorrogações de vigência e hipóteses do art. 107, §2º.

  • Renovação x prorrogação x reequilíbrio — onde a maioria dos gestores se confunde.

  • Formalização: termo aditivo, apostila e termo de apostilamento — quando usar cada um.

  • Fluxo processual: minuta → análise técnica → parecer jurídico → assinatura → publicação.


6. Oficina de Planilhas e Documentos

Momento "mão na massa": o aluno fiscaliza de verdade.


Atividades:

  • Leitura e interpretação de planilha de custos com impacto de nova CCT.

  • Identificação dos itens que geram repactuação e daqueles que exigem reequilíbrio.

  • Simulação de termo aditivo de repactuação com cláusulas de recomposição e vigência.

  • Redação de nota técnica fundamentada para instrução processual.


Aplicação de prompt de IA:

"Analise a planilha e redija minuta de termo aditivo conforme art. 135 da Lei nº 14.133/2021 e modelo da AGU 2024."


7. Referências Normativas e Doutrinárias

  • Lei nº 14.133/2021, arts. 124, 125 e 135.

  • Decreto nº 12.174/2024 – Proteção Trabalhista e Conta Vinculada.

  • Manual de Licitações e Contratos do TCU – 5ª Edição (2023).

  • Obra: CARDOSO, Lindineide. Contratos Administrativos na Nova Lei de Licitações – Teoria e Prática. 3. ed. Salvador: Juspodivm, 2025.


Produto Final do Módulo VI:

  • Planilha comparativa antes/depois da CCT;

  • Nota técnica de repactuação ou reequilíbrio;

  • Minuta de termo aditivo fundamentado;

  • Checklist de conformidade (AGU/MGI 2024);

  • Relatório de análise com IA generativa.

MÓDULO VII – RESPONSABILIZAÇÃO, SANÇÕES E NULIDADES CONTRATUAIS

Natureza: teórico-prática com estudo de casos, análise de decisões do TCU e exercícios de defesa técnica com apoio de IA generativa.


1. O Novo Paradigma da Responsabilização na LINDB

O módulo abre com a pergunta provocadora da Professora Lindi: "Você sabe o que é pior que o erro? É errar sem saber o porquê."

A partir dessa premissa, o aluno compreende que o novo regime de responsabilização não busca apenas punir, mas orientar, prevenir e diferenciar o erro grosseiro do erro justificável, à luz da LINDB (Lei nº 13.655/2018) e da jurisprudência do TCU.


Conteúdo:

  • O princípio da responsabilização equilibrada e o art. 28 da LINDB.

  • A cultura do medo x a cultura da integridade.

  • A atuação do agente público sob a ótica do art. 22 da LINDB: decisão pública como ato de gestão de riscos.

  • Responsabilidade civil, administrativa e penal — limites e interseções.

  • O dever de motivação reforçada nas decisões de aplicação de sanções (art. 147 da Lei nº 14.133/2021).


2. Tipologia das Sanções Administrativas

Art. 156 da Lei nº 14.133/2021: a sanção é instrumento de tutela da moralidade, não de vingança institucional.


Conteúdo detalhado:

  • As quatro sanções possíveis e sua gradação: Advertência; Multa; Impedimento de licitar e contratar; Declaração de inidoneidade.

  • Critérios de dosimetria: gravidade, reincidência, vantagem obtida e dano causado.

  • O contraditório e a ampla defesa como princípios estruturantes do processo sancionador (art. 157).

  • Procedimento e competência: a quem cabe instaurar, instruir e decidir.

  • Registro das sanções no CEIS e CNEP — o impacto reputacional e jurídico.

  • Relação com a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013).


Atividade prática:

Simulação de processo sancionador – da instauração à decisão final. Os alunos, em grupos, elaboram: Termo de ciência e notificação da contratada; Minuta de relatório conclusivo do fiscal; Despacho de aplicação de penalidade fundamentado no art. 156.


Prompt de apoio:

"Redija minuta de decisão administrativa aplicando multa contratual, fundamentada na Lei nº 14.133/2021 e na LINDB, com dosimetria proporcional."


3. Nulidades Contratuais e Preservação dos Efeitos Úteis

A nulidade é o ponto em que o Direito Administrativo deixa de punir para começar a pensar.


Abordagem doutrinária e prática:

  • Teoria do aproveitamento dos atos administrativos.

  • Efeitos da nulidade sobre pagamentos, prazos e obrigações trabalhistas.

  • Aplicação prática do art. 21 da LINDB: preservação dos efeitos úteis e proteção da confiança legítima.

  • O papel do fiscal na detecção de irregularidades e na comunicação preventiva.

  • Responsabilidade por omissão e dever de reportar (Decreto 4.121/2024).


4. O Fiscal e o Gestor diante do Controle: o que os Tribunais de Contas realmente esperam

Nesta parte, os alunos compreendem como os órgãos de controle (TCU, CGU, CNJ, Tribunais de Contas Estaduais) interpretam a conduta do agente público.


Pontos-chave:

  • Responsabilidade subjetiva x responsabilidade objetiva.

  • Dever de diligência do fiscal (a prova de que "viu, comunicou e sugeriu").

  • O valor jurídico do relatório do fiscal: prova prévia de boa-fé e zelo.

  • Como o TCU avalia o "erro justificável" e a razoabilidade da decisão administrativa.

  • A atuação preventiva do fiscal como estratégia de blindagem institucional.


Oficina prática:

Elaboração de Relatório de Fiscalização: Risco identificado; Medida corretiva adotada; Comunicação formal à gestão; Fundamentação normativa (Lei nº 14.133/2021 e LINDB).


5. Inteligência Artificial aplicada à Gestão de Riscos e Sanções

Aqui, o conteúdo ganha o tempero do futuro. A IA passa a ser usada como ferramenta de integridade e prevenção.


Conteúdo:

  • Uso de modelos generativos para análise de riscos e detecção de falhas contratuais.

  • Geração de relatórios automatizados de conformidade e alertas de descumprimento contratual.

  • Mineração de dados em processos SEI para identificar padrões de glosas e reincidências.

  • Uso ético e responsável da IA na apuração de responsabilidades.


Atividade prática com IA:

Aplicação de prompt inteligente: "Analise o histórico de glosas e comunicações deste contrato e aponte indícios de negligência, dolo ou falha sistêmica, com base na LINDB e na Lei nº 14.133/2021."


Encerramento:

"O futuro da contratação pública é híbrido: metade norma, metade propósito. E o fiscal 4.0 é o elo que une esses dois mundos."


Produto final do módulo:

Cada aluno sai com seu kit de inteligência contratual: DOD + ETP + TR + Plano de Fiscalização + IMR + Prompts personalizados.

A organização do evento se reserva no direito de realizar, de forma superveniente, alterações na programação. A substituição de palestrante poderá ocorrer em face da indisponibilidade do palestrante/instrutor após a confirmação do convite ou mesmo em razão de caso fortuito ou força maior.

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