09:00 às 12:00 Aula
12:00 às 13:00 Almoço
13:00 às 15:30 Aula
15:30 às 15:45 Coffee
15:45 às 17:30 Aula
Natureza: Teórico-prática, com leitura orientada da Lei nº 14.133/2021, estudos de caso e exercício de interpretação de fluxos processuais reais (Decreto 4.121/2024).
1. Fundamentos e princípios estruturantes da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021)
A terceirização deixa de ser mero expediente operacional para se tornar instrumento de gestão por resultados.
Nesta abertura, o aluno mergulhará nos fundamentos constitucionais e finalísticos da nova Lei, entendendo como os princípios clássicos evoluíram para um modelo de governança contratual.
Tópicos abordados:
A mudança de paradigma: da 8.666/1993 centrada em procedimentos para a 14.133/2021 centrada em resultados e planejamento.
Princípios do art. 5º: planejamento, eficiência, transparência, gestão de riscos, segregação de funções e resultado.
O papel do planejamento como “coração do contrato” e a responsabilidade compartilhada entre requisitante, gestor e fiscal.
Integração entre planejamento, execução e controle — o novo ciclo de governança contratual.
Reflexos práticos dos arts. 11, 18 e 19: o “tripé da eficiência contratual” (motivação, controle e integridade).
Exemplo prático discutido em sala:
Comparativo entre um contrato firmado sob a Lei 8.666/93 e um contrato regido pela Lei 14.133/21 — o que mudou quanto à eficiência, vantajosidade e accountability.
1. A Fase Preparatória como o “Cérebro” da Contratação
A contratação pública não começa no edital: começa na mente estratégica do planejador. Este módulo coloca o aluno dentro da engrenagem do Planejamento, a etapa mais transformadora da Lei nº 14.133/2021, e mostra como a terceirização se estrutura tecnicamente desde a demanda.
Pontos centrais:
Art. 18 e 19 da Lei nº 14.133/2021: o planejamento como condição de validade da licitação.
O ciclo documental completo: DOD → ETP → Mapa de Riscos→TR → Mapa de Riscos.
A obrigatoriedade do Plano Anual de Contratações (PAC) como ferramenta de racionalização e previsibilidade orçamentária.
Integração com o Decreto Municipal nº 4.121/2024 e o papel da Controladoria como reguladora do fluxo.
Responsabilidade técnica dos agentes: quem produz, quem valida, quem aprova.
Análise de caso:
Estudo real de Arraial do Cabo, com reconstrução do processo à luz do art. 11 da Lei nº 14.133/2021.
2. Documento de Oficialização da Demanda (DOD)
Função: materializar a necessidade administrativa e legitimar o início do processo. O DOD é o "DNA da contratação" — o primeiro ato que conecta a carência institucional ao planejamento estratégico.
Conteúdo do módulo:
Elementos obrigatórios segundo o Decreto nº 4.121/2024.
Elaboração de justificativas, dimensionamento do objeto e previsão orçamentária.
Como traduzir a linguagem da área requisitante para a lógica administrativa.
Relação entre o DOD e o Estudo Técnico Preliminar.
Riscos clássicos: pedidos genéricos, ausência de justificativa de vantajosidade e demandas sem aderência ao PAC.
3. Estudo Técnico Preliminar (ETP)
Conceito-chave: o ETP é o documento que "pensa antes de gastar". A Lei nº 14.133/2021 exige fundamentação técnica, econômica e jurídica para cada contratação — e o ETP é o cérebro desse raciocínio.
Conteúdo:
Estrutura mínima (art. 6º, XX da Lei e art. 18, §1º).
Identificação do problema e formulação da solução.
Análise de mercado e justificativa técnica.
Memória de cálculo e estimativas.
Avaliação de riscos e estratégias de mitigação.
Critérios de parcelamento e adjudicação global.
Resultados pretendidos e alinhamento ao Plano Anual de Contratações.
Referências práticas:
Modelos da AGU (2024), Manual STJ (2020), Caderno Técnico SEGES (Conta Vinculada) e Decreto 4.121/2024.
Prática orientada:
Reescrita de trecho do ETP da SEMED/Arraial do Cabo (constante do material anexo) sob os seis subtópicos exigidos: Contexto institucional, problema, solução, vantajosidade, riscos e base legal.
4. Termo de Referência (TR): O Segredo do Sucesso
O TR é o ponto de virada entre o planejamento e a execução — onde a teoria ganha corpo e responsabilidade.
Tópicos de destaque:
Elementos obrigatórios (art. 6º, XXIII da Lei).
Descrição da solução, requisitos da contratação e critérios de medição.
Adequação entre objeto e categoria profissional (CBO e CCT).
Modelos de execução e gestão do contrato.
Critérios de sustentabilidade e indicadores de desempenho.
Armadilhas comuns: excesso de detalhamento operacional, cópias genéricas e ausência de coerência com o ETP.
Atividade prática:
Revisão de TR real de Arraial do Cabo → identificação de falhas → reconstrução com base em boas práticas da AGU e TCU. Uso de IA para refinar a redação e gerar justificativas automáticas de vantajosidade.
5. Mapa de Riscos e Governança do Planejamento
Planejar é antever.
Aqui, o aluno aprende a identificar, classificar e tratar riscos de falhas contratuais antes mesmo da licitação.
Conteúdo:
Estrutura do Mapa de Riscos (Decreto 4.121/2024 e RCA/TCU).
Riscos trabalhistas, financeiros, de execução e de governança.
Medidas preventivas: plano de fiscalização, conta vinculada, reservas técnicas e treinamento.
Como a IA pode cruzar dados de contratos anteriores para prever riscos.
Ferramenta:
Planilha de risco baseada no RCA do TCU e adaptada para serviços com dedicação exclusiva.
Natureza: prática e interativa, com simulações, estudos de caso e prompts sugeridos.
1. A Nova Execução Contratual sob a Lei nº 14.133/2021
Este módulo transforma o fiscal em protagonista da eficiência pública. A execução é o momento em que o contrato "respira", e a fiscalização define se ele respira bem.
Conteúdo:
Arts. 115 a 121 da Lei nº 14.133/2021.
Responsabilidade solidária, subsidiária e funcional.
Relação entre gestor, fiscal técnico, fiscal setorial e fiscal administrativo (Decreto 4.121/2024).
Segregação de funções e controle cruzado de informações.
A nova tríade da execução: planejar → fiscalizar → corrigir.
Estudo de caso:
Análise de contrato de apoio escolar e identificação dos pontos críticos na execução.
2. Designação e Atribuições dos Fiscais
Ser fiscal é muito mais que assinar relatórios: é interpretar a vida do contrato.
Tópicos abordados:
Art. 7º do Decreto 4.121/2024 e portarias de designação.
Funções do gestor, fiscal técnico, administrativo e setorial.
Fiscalização colaborativa e hierarquia decisória (fluxo a quatro mãos).
Ética, imparcialidade e responsabilidade funcional.
Como fiscalizar com firmeza sem paralisar o contrato.
Prática:
Simulação de despacho do fiscal administrativo e relatório técnico com uso de IA.
3. Instrumentos de Controle e Fiscalização
A eficiência nasce da metodologia. O módulo apresenta, com base nas contratações de Arraial do Cabo, os instrumentos essenciais para a gestão profissional da execução contratual.
Instrumentos detalhados:
Plano de Fiscalização;
Checklist mensal;
Relatório de Ocorrências;
Relatório Técnico e Administrativo;
Relatório Consolidado;
Conta Depósito Vinculada;
IMR – Indicador de Medição de Resultados.
Discussão prática:
Como alinhar os instrumentos de fiscalização com o ciclo orçamentário e ao PNCP. Exemplo real de glosa por descumprimento da CCT.
4. A Conta Depósito Vinculada e a Proteção Trabalhista (Decreto nº 12.174/2024)
Aqui, o fiscal aprende a fiscalizar o que ninguém vê: encargos, provisões e passivos.
Conteúdo:
Base legal e finalidade da conta vinculada.
Rubricas obrigatórias e métodos de cálculo (férias e 1/3, 13º, FGTS, verbas rescisórias).
Responsabilidades da contratada e da Administração.
Fiscalização de folha de pagamento e relatórios financeiros.
Glosa, retenção e liberação de valores.
Como a IA pode automatizar alertas.
Atividade prática:
Análise de folha real → cálculo de provisão → elaboração de relatório de glosa fundamentado.
5. O IMR – Indicador de Medição de Resultados
O IMR é o "oxímetro" da qualidade da execução. Mede desempenho, não conduta.
Abordagem técnica e prática:
Estrutura e finalidade do IMR (Lei 14.133/2021 e Manual TCU).
Critérios objetivos e faixas de tolerância.
Diferença entre glosa e ajuste financeiro preventivo.
Como traduzir dados em índices: regularidade, cobertura, conformidade técnica, tempo de resposta e satisfação institucional.
Integração do IMR ao pagamento mensal.
Exemplos reais de aplicação com fórmulas.
Oficina com IA:
Geração automatizada de IMR e cálculo de ajuste financeiro com base em desempenho simulado.
6. Relatórios, Comunicação e Encerramento
A execução eficiente é aquela que deixa rastros de controle.
Conteúdo:
Estrutura do relatório mensal (técnico e administrativo).
Comunicação formal com a contratada e entre os fiscais.
Reuniões de alinhamento e atas de acompanhamento.
Encerramento contratual: checklist final, recebimento definitivo e análise de saldo da conta vinculada.
Responsabilidade do fiscal no atesto e reflexos jurídicos da omissão.
Natureza: reflexiva e aplicada, com foco em governança contratual, ESG público e uso da inteligência artificial para eficiência administrativa.
1. A Nova Governança das Contratações Públicas
Governar contratos é mais do que cumprir normas — é gerar resultados sustentáveis e previsíveis. Este módulo mostra como a Lei nº 14.133/2021 consolidou a cultura de governança e como o gestor pode institucionalizar boas práticas sem depender de heróis individuais.
Conteúdo:
A tríade da boa governança: integridade, transparência e accountability.
O papel do controle interno e dos agentes de fiscalização no ciclo de governança.
A importância da melhoria contínua institucional e do aprendizado organizacional.
O Manual de Governança e Fiscalização Contratual como instrumento de padronização e memória técnica.
Mecanismos de monitoramento e retroalimentação: o contrato como base de dados para novos planejamentos.
2. Sustentabilidade como Princípio de Eficiência
Sustentabilidade não é adereço, é performance.
Conteúdo:
Sustentabilidade como princípio (art. 11, IV, e art. 25, §1º).
Critérios ambientais, sociais e econômicos (ESG público).
Obrigações da contratada no ciclo de sustentabilidade: logística reversa, redução de resíduos, economia de recursos.
Integração dos ODS 4 (Educação de Qualidade), 6 (Água e Saneamento) e 12 (Consumo Responsável) às contratações.
Aplicação prática: elaboração de cláusulas sustentáveis no TR e nas metas do IMR.
Responsabilidade solidária da Administração na gestão de impactos ambientais.
3. Inovação e Inteligência Artificial na Gestão Contratual
A inovação deixou de ser luxo: virou dever de ofício. A IA entra em cena como uma ferramenta que contribui para a eficiência, rastreabilidade e suporte decisório.
Conteúdo:
O uso da IA generativa como ferramenta de apoio à execução dos contratos.
Como automatizar relatórios, extrair dados do PNCP e gerar indicadores de desempenho.
O uso ético e responsável da IA.
Limites: o olhar humano como elemento indelegável de controle.
Estratégias de treinamento institucional: como ensinar servidores a "dialogar com a IA".
Oficina prática:
Execução de Prompts — o aluno constrói, com auxílio da IA, um modelo de relatório de desempenho institucional com análise de riscos e indicadores ESG.
4. Integração: Governança + Sustentabilidade + Inovação
O módulo se encerra com a costura final entre os três eixos.
O aluno aprende que o contrato eficiente é aquele que:
Governança: tem papéis claros e controle em rede;
Sustentabilidade: gera impacto positivo e cumpre ODS;
Inovação: incorpora tecnologia e IA sem perder a essência humana.
Natureza: oficina de simulação completa, com uso de inteligência artificial, estudos de caso e análise integrada dos módulos anteriores.
1. Simulação Completa da Contratação
Etapas simuladas:
Elaboração do ETP com análise de vantajosidade.
Construção do Termo de Referência e definição de indicadores.
Criação de Mapa de Riscos e Plano de Fiscalização.
Elaboração de Relatórios e cálculo de IMR.
Objetivo:
Transformar teoria em prática, formando um "time de planejamento e fiscalização integrada".
2. Estudos de Caso: A Falha, o Risco e a Solução
Nada ensina mais que o erro real. Neste bloco, os grupos analisam contratos problemáticos e propõem medidas corretivas.
Casos abordados:
Caso 1: contrato com CCT incorreta e glosa trabalhista.
Caso 2: ausência de plano de fiscalização e ocorrência de horas extras indevidas.
Caso 3: prorrogação contratual irregular e desequilíbrio econômico-financeiro.
Caso 4: contrato sustentável modelo (limpeza urbana verde).
Desafio prático:
O grupo usa IA para gerar diagnóstico automático e elaborar minuta de relatório de fiscalização ou termo aditivo corretivo.
3. Prompts de Fiscalização Inteligente
Os alunos aprendem a criar prompts de uso real para gerar documentos, relatórios e alertas automáticos.
Exemplos:
Prompt de alerta: Atue como um fiscal administrativo do contrato e analise este contrato e identifique indícios de subordinação direta entre terceirizados e servidores.
Prompt de fiscalização: Atue como um fiscal administrativo do contrato e elabore um relatório mensal administrativo conforme Decreto 12.174/2024 e CCT aplicável.
Prompt de auditoria preventiva: Atue como um auditor/controlador e detecte inconsistências entre o número de postos contratados e a folha de pagamento.
Prompt de gestão de risco: Atue como um fiscal técnico do contrato e gere um mapa de riscos classificando por probabilidade e impacto, com medidas preventivas.
Resultado:
O aluno sai com um banco de prompts operacionais para uso institucional imediato.
4. Avaliação de Desempenho e Reflexão Final
Mais do que prova, o fechamento é uma avaliação de maturidade:
Feedback coletivo com base nos critérios:
Segurança jurídica, inovação, governança e sustentabilidade.
Síntese reflexiva:
"O fiscal moderno não é o que encontra o erro — é o que impede que ele aconteça."
Natureza: teórico-prática, com foco na análise de casos reais, planilhas de custos e elaboração de aditivos fundamentados.
1. Introdução: quando o contrato pede socorro
Toda relação contratual pública é viva — e o desequilíbrio é seu sinal vital. Este módulo ensina o fiscal e o gestor a ler o contrato como um organismo econômico, distinguindo variação natural de ruptura real, e aplicando a norma com prudência técnica, sem cair em automatismos contábeis.
2. Fundamentos jurídicos da manutenção do equilíbrio
Base legal: arts. 124, 135 e 137 da Lei nº 14.133/2021. A Lei elevou o reequilíbrio e a repactuação ao patamar de instrumentos de governança e transparência econômica, vinculando ambos à matriz de riscos e à previsibilidade contratual.
Tópicos abordados:
O equilíbrio econômico-financeiro como direito fundamental do contratado e dever de boa-fé da Administração.
A diferença entre equilíbrio inicial (ato da contratação) e reequilíbrio superveniente (ato corretivo).
As hipóteses de recomposição: fatos imprevisíveis, previsíveis de consequências incalculáveis, força maior e fatos do príncipe.
Os parâmetros de reajuste e repactuação previstos no edital e no contrato.
O equilíbrio não é automático, é demonstrável.
O princípio da motivação qualificada e a obrigação de transparência nos cálculos e pareceres.
3. Repactuação: natureza, fundamento e rito
Definição: ajuste de preços com base na variação dos custos da mão de obra (serviços com dedicação exclusiva), decorrente da nova CCT ou de obrigações trabalhistas.
Abordagem detalhada:
Fundamento legal: art. 135 da Lei nº 14.133/2021.
Aplicação nos contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva.
CCT e Acordos Coletivos: requisitos de validade e forma de comprovação.
Itens repactuáveis x itens não repactuáveis (insumos, encargos fixos, lucro).
Periodicidade mínima de 12 meses entre as datas-base (IN SEGES 05/2017 e Lei 14.133/2021).
Necessidade de comprovação do impacto econômico: planilha detalhada e comparativo entre antes e depois da CCT.
Ato administrativo de repactuação: análise técnica, parecer jurídico e termo aditivo.
Estudo de caso:
Simulação de repactuação após a CCT dos vigilantes (exemplo: piso salarial, tíquete, adicional de risco e EPI). Os alunos reconstroem a planilha de custos, identificam os percentuais repactuáveis e elaboram justificativa técnica.
4. Reequilíbrio econômico-financeiro: quando o contrato sai da rota
Enquanto a repactuação corrige custos trabalhistas previsíveis, o reequilíbrio trata de impactos extraordinários que rompem a equação econômico-financeira original.
Conteúdo:
Hipóteses de cabimento: fato do príncipe, força maior, caso fortuito, álea extraordinária e interferências imprevistas.
Variações cambiais, tributárias, logísticas e de insumos.
Critérios de mensuração: antes x depois (linha de base e novo cenário).
Metodologia comparativa e parecer econômico-financeiro.
Distinção entre reequilíbrio positivo (a favor do contratado) e negativo (a favor da Administração).
A importância da matriz de riscos e do registro da origem do evento no processo SEI.
O papel do fiscal: detecção precoce, comunicação formal e instrução processual.
Responsabilidade funcional: a negligência do fiscal que "viu e não reportou" é tão grave quanto o excesso do gestor que "assinou sem cálculo".
5. Aditivos contratuais: limites, formas e motivação
A Lei nº 14.133/2021 redesenhou o regime de alterações contratuais, exigindo motivações densas e aderentes à matriz de riscos.
Conteúdo jurídico e prático:
Art. 124: alterações unilaterais e consensuais – distinções e limites.
Percentuais de acréscimo e supressão.
Proibições expressas: alterações do objeto, do regime de execução ou do equilíbrio sem justa causa.
Prorrogações de vigência e hipóteses do art. 107, §2º.
Renovação x prorrogação x reequilíbrio — onde a maioria dos gestores se confunde.
Formalização: termo aditivo, apostila e termo de apostilamento — quando usar cada um.
Fluxo processual: minuta → análise técnica → parecer jurídico → assinatura → publicação.
6. Oficina de Planilhas e Documentos
Momento "mão na massa": o aluno fiscaliza de verdade.
Atividades:
Leitura e interpretação de planilha de custos com impacto de nova CCT.
Identificação dos itens que geram repactuação e daqueles que exigem reequilíbrio.
Simulação de termo aditivo de repactuação com cláusulas de recomposição e vigência.
Redação de nota técnica fundamentada para instrução processual.
Aplicação de prompt de IA:
"Analise a planilha e redija minuta de termo aditivo conforme art. 135 da Lei nº 14.133/2021 e modelo da AGU 2024."
7. Referências Normativas e Doutrinárias
Lei nº 14.133/2021, arts. 124, 125 e 135.
Decreto nº 12.174/2024 – Proteção Trabalhista e Conta Vinculada.
Manual de Licitações e Contratos do TCU – 5ª Edição (2023).
Obra: CARDOSO, Lindineide. Contratos Administrativos na Nova Lei de Licitações – Teoria e Prática. 3. ed. Salvador: Juspodivm, 2025.
Produto Final do Módulo VI:
Planilha comparativa antes/depois da CCT;
Nota técnica de repactuação ou reequilíbrio;
Minuta de termo aditivo fundamentado;
Checklist de conformidade (AGU/MGI 2024);
Relatório de análise com IA generativa.
Natureza: teórico-prática com estudo de casos, análise de decisões do TCU e exercícios de defesa técnica com apoio de IA generativa.
1. O Novo Paradigma da Responsabilização na LINDB
O módulo abre com a pergunta provocadora da Professora Lindi: "Você sabe o que é pior que o erro? É errar sem saber o porquê."
A partir dessa premissa, o aluno compreende que o novo regime de responsabilização não busca apenas punir, mas orientar, prevenir e diferenciar o erro grosseiro do erro justificável, à luz da LINDB (Lei nº 13.655/2018) e da jurisprudência do TCU.
Conteúdo:
O princípio da responsabilização equilibrada e o art. 28 da LINDB.
A cultura do medo x a cultura da integridade.
A atuação do agente público sob a ótica do art. 22 da LINDB: decisão pública como ato de gestão de riscos.
Responsabilidade civil, administrativa e penal — limites e interseções.
O dever de motivação reforçada nas decisões de aplicação de sanções (art. 147 da Lei nº 14.133/2021).
2. Tipologia das Sanções Administrativas
Art. 156 da Lei nº 14.133/2021: a sanção é instrumento de tutela da moralidade, não de vingança institucional.
Conteúdo detalhado:
As quatro sanções possíveis e sua gradação: Advertência; Multa; Impedimento de licitar e contratar; Declaração de inidoneidade.
Critérios de dosimetria: gravidade, reincidência, vantagem obtida e dano causado.
O contraditório e a ampla defesa como princípios estruturantes do processo sancionador (art. 157).
Procedimento e competência: a quem cabe instaurar, instruir e decidir.
Registro das sanções no CEIS e CNEP — o impacto reputacional e jurídico.
Relação com a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013).
Atividade prática:
Simulação de processo sancionador – da instauração à decisão final. Os alunos, em grupos, elaboram: Termo de ciência e notificação da contratada; Minuta de relatório conclusivo do fiscal; Despacho de aplicação de penalidade fundamentado no art. 156.
Prompt de apoio:
"Redija minuta de decisão administrativa aplicando multa contratual, fundamentada na Lei nº 14.133/2021 e na LINDB, com dosimetria proporcional."
3. Nulidades Contratuais e Preservação dos Efeitos Úteis
A nulidade é o ponto em que o Direito Administrativo deixa de punir para começar a pensar.
Abordagem doutrinária e prática:
Teoria do aproveitamento dos atos administrativos.
Efeitos da nulidade sobre pagamentos, prazos e obrigações trabalhistas.
Aplicação prática do art. 21 da LINDB: preservação dos efeitos úteis e proteção da confiança legítima.
O papel do fiscal na detecção de irregularidades e na comunicação preventiva.
Responsabilidade por omissão e dever de reportar (Decreto 4.121/2024).
4. O Fiscal e o Gestor diante do Controle: o que os Tribunais de Contas realmente esperam
Nesta parte, os alunos compreendem como os órgãos de controle (TCU, CGU, CNJ, Tribunais de Contas Estaduais) interpretam a conduta do agente público.
Pontos-chave:
Responsabilidade subjetiva x responsabilidade objetiva.
Dever de diligência do fiscal (a prova de que "viu, comunicou e sugeriu").
O valor jurídico do relatório do fiscal: prova prévia de boa-fé e zelo.
Como o TCU avalia o "erro justificável" e a razoabilidade da decisão administrativa.
A atuação preventiva do fiscal como estratégia de blindagem institucional.
Oficina prática:
Elaboração de Relatório de Fiscalização: Risco identificado; Medida corretiva adotada; Comunicação formal à gestão; Fundamentação normativa (Lei nº 14.133/2021 e LINDB).
5. Inteligência Artificial aplicada à Gestão de Riscos e Sanções
Aqui, o conteúdo ganha o tempero do futuro. A IA passa a ser usada como ferramenta de integridade e prevenção.
Conteúdo:
Uso de modelos generativos para análise de riscos e detecção de falhas contratuais.
Geração de relatórios automatizados de conformidade e alertas de descumprimento contratual.
Mineração de dados em processos SEI para identificar padrões de glosas e reincidências.
Uso ético e responsável da IA na apuração de responsabilidades.
Atividade prática com IA:
Aplicação de prompt inteligente: "Analise o histórico de glosas e comunicações deste contrato e aponte indícios de negligência, dolo ou falha sistêmica, com base na LINDB e na Lei nº 14.133/2021."
Encerramento:
"O futuro da contratação pública é híbrido: metade norma, metade propósito. E o fiscal 4.0 é o elo que une esses dois mundos."
Produto final do módulo:
Cada aluno sai com seu kit de inteligência contratual: DOD + ETP + TR + Plano de Fiscalização + IMR + Prompts personalizados.
A organização do evento se reserva no direito de realizar, de forma superveniente, alterações na programação. A substituição de palestrante poderá ocorrer em face da indisponibilidade do palestrante/instrutor após a confirmação do convite ou mesmo em razão de caso fortuito ou força maior.
30 de Março a 01 de Abril de 2026 | Online 100% ao vivo
Quero me inscrever!